E sinto-me como aqueles jovens dos filmes que de repente crescem e já não querem saber dos brinquedos de quando eram crianças. E renegam tudo. E magoa porque não é verdade.
Parece que a vejo nas sombras.
E conto o tempo com na sua ausência.
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Blog Ridículo de coisas desinteressantes e sem sentido, que foi papado pela Krudélia, no Arroz Doce, depois de ter bebido o pontapé.
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segunda-feira, março 08, 2010
domingo, fevereiro 01, 2009
The human Footprint
"Nada trazemos de novo ao mundo nem nada levamos connosco."
E a única coisa eterna é o mar. A memória é a única coisa que perdura e a que podemos chamar nosso. Conclusões de um programa de Domingo de manhã.
(Depois de reduzir a nossa vida a números e toneladas de desperdicios. Depois de dizer que não somos materialistas, esses preocupar-se-iam com os materiais (origens, finais e tudo). A estatística não nos dá o sentido da vida, nem o GPS nos diz onde é "O Beirão". Números que transcendêmos com significados. Se não transcendermos os números (números, youtube, televisão, biologia, geologia, música, livros, filmes, palavras, ditados) acabamos como uma calculadora de bolso, movida a pilhas.(eg. copy).)
E de uma criança de 5 anos que nunca vai perceber nada de estatística.
Tudo tem a ver com o tempo. A nossa aceitação de que ontem já passou e que hoje é hoje. Já não temos 7 anos e aceitamos.
Ter a noção concreta dos segundos dá-me falta de ar.
E a única coisa eterna é o mar. A memória é a única coisa que perdura e a que podemos chamar nosso. Conclusões de um programa de Domingo de manhã.
(Depois de reduzir a nossa vida a números e toneladas de desperdicios. Depois de dizer que não somos materialistas, esses preocupar-se-iam com os materiais (origens, finais e tudo). A estatística não nos dá o sentido da vida, nem o GPS nos diz onde é "O Beirão". Números que transcendêmos com significados. Se não transcendermos os números (números, youtube, televisão, biologia, geologia, música, livros, filmes, palavras, ditados) acabamos como uma calculadora de bolso, movida a pilhas.(eg. copy).)
E de uma criança de 5 anos que nunca vai perceber nada de estatística.
Tudo tem a ver com o tempo. A nossa aceitação de que ontem já passou e que hoje é hoje. Já não temos 7 anos e aceitamos.
Ter a noção concreta dos segundos dá-me falta de ar.
domingo, novembro 23, 2008
Festas
Festas. Fico sempre deprimida nas festas. A animação à minha volta e os medos dentro de mim. Música, gritos, pessoas, risos, guinchos, jogos, confusão, confusão, correria, música, risos, pessoas. E eu sozinha, mais do que nunca, apenas com as minhas cismas e anseios. Toda a gente à minha volta e eu com medo da solidão, do fracasso, da mediocridade, da vida, da morte. Do fim.
Festas. Há sempre uma altura, depois das surpresas, dos cozinhados, dos preparativos, das expectativas, quando deixo de ter coisas a fazer e a correria acaba, em que eu deixo de ter um lugar ali. Risos e eu parada, jogos e eu num sorriso amarelo, piadas e eu a vaguear sem ouvir. E vou de um lado ao outro da sala, de um lado ao outro da casa, à procura de algo errado a precisar de arranjo, de alguém a precisar de ajuda. Sento-me e observo. Levanto-me e percorro a sala. Até que me isolo num canto, parada. Até que saio e fico à porta. A festa lá dentro e eu no corredor frio. A festa lá dentro e eu cá fora, lugar que me pertence e a que eu pertenço muito mais do que àquela multidão. E eu cá fora, a ouvir a música através da porta fechada, a ouvir os gritos e os risos e as notas e os moches e a música, tudo longe, no mundo. E eu com medo que o tempo passe e eu me esqueça, com medo do simples passar do tempo e eu sem o conseguir agarrar. E eu com medo que tudo arda e expluda.
O natal é a maior das festas e a razão dos meus medos.
Festas. Há sempre uma altura, depois das surpresas, dos cozinhados, dos preparativos, das expectativas, quando deixo de ter coisas a fazer e a correria acaba, em que eu deixo de ter um lugar ali. Risos e eu parada, jogos e eu num sorriso amarelo, piadas e eu a vaguear sem ouvir. E vou de um lado ao outro da sala, de um lado ao outro da casa, à procura de algo errado a precisar de arranjo, de alguém a precisar de ajuda. Sento-me e observo. Levanto-me e percorro a sala. Até que me isolo num canto, parada. Até que saio e fico à porta. A festa lá dentro e eu no corredor frio. A festa lá dentro e eu cá fora, lugar que me pertence e a que eu pertenço muito mais do que àquela multidão. E eu cá fora, a ouvir a música através da porta fechada, a ouvir os gritos e os risos e as notas e os moches e a música, tudo longe, no mundo. E eu com medo que o tempo passe e eu me esqueça, com medo do simples passar do tempo e eu sem o conseguir agarrar. E eu com medo que tudo arda e expluda.
O natal é a maior das festas e a razão dos meus medos.
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