quarta-feira, dezembro 31, 2008

Happy New Year

Mais um para o saco. O meu saco ainda só tem 17, mas já viram por exemplo Jesus, com 2008 anos para arrumar nas prateleiras? Ou tem umas brutas dumas vivendas e alguns armazéns gigantes ou então doa as coisas todas à caridade... Nós por cá andamos em crise e tal, então agarramos tudo o que podemos? Resultado, estamos sobre-lotados com tralhas tão velhas quanto nós.

Nem mesmo aquelas limpezas que se fazem de 5 em 5 anos conseguem resolver o problema. Há sempre um brinquedo escondido, um livro antigo, roupa ou até moedas escondidas nos confins da casa, que irão fazer mais anos, há medida que nós também os fazemos.

Mas, honestamente, eu não gosto de passar de ano. Gosto de ficar neste ano, porque já sei como é, portanto já não me vai surpreender muito. Claro que durante um ano só vivi 1/3 000 000 000 ou qualquer coisa do género de eventos que aconteceram, portanto mesmo que o ano não acabasse seria novidade à mesma. Então a minha ideia é parva. Com argumentos entendemo-nos sempre.
Mas de qualquer das maneiras continuo a não gostar, por vários factores e razões que argumento como subjectivas portanto não podem dizer que estão mal.

Mas calma aí!
Os chineses então como é que é? E não são só eles, mas eu conheço um e estou preocupado com ele. Ok, é mentira porque eu e ele estamo-nos a cagar para o final do ano, mas fingimos que sim. Não é egoísta estar meio mundo a celebrar hoje a passagem de ano, outro meio mundo noutro dia e outros quintos sextos vinte avos de mundo a celebrar noutros dias? O que retenho daqui? Que é parvo contar os anos, e que é uma desculpa esfarrapada de ter feriado e festa. Nós a cada dia que passa estamos a dar uma volta ao Sol, comparativamente ao ano passado (nada de falarem nos anos bissextos e tal, porque não vai afectar em nada o meu discurso) porque não festejar todos os dias? Só no ano de formação da Terra é que valia a pena Língua de fora
Mas com isto não quero dizer que não goste de passagens de ano. Além de férias oferecidas e de desculpa para festas, acho que é uma maneira inteligente para as pessoas pensarem no que fizeram durante o ano e tentar emendar algumas coisas.

Chegamos então às resoluções.
Ui Ui. Olhando bem para trás, bolas há tanta coisa que podia ter feito de maneira diferente. Mas como não sou gajo de olhar para trás, vamos lá a ver algumas coisas a melhor.
A começar pelo blog... Ah já sei.

- Terminar as coisas. Tentar não deixar nada a meio.
Acho que sou perito nisto, com 50 milhões de rubricas que não terminei, projectos que se atrasaram, trabalhos para a última da hora, jogos inacabados entre outros. Até me arrependo só de dizer isto.
PS: o projecto do blog com muita muita muita sorte chega hoje. Mas dúvido. xD

- Estudar um pouco mais.
Parece cócó, mas tenho sempre a impressão que não estudo muito. Já desde para aí o 10º ano que tenho tentado rever a matéria dada na aula no própria dia, mas este desafio sobrehumano nunca durou mais que 2 dias do início do ano lectivo (aquela altura em que temos muitas coisas a estudar não éLíngua de fora)

- Ir a Loures
É um sonho que tenho desde piquenino. Ok. Desde o final do 11º ano. Mas hey, não é por nada, acho que vai ser o primeiro a ser realizado. hehe

- Arranjar Live Gold 1 ano
Ok. Comodidades, e não vos interessa para nada. Só mesmo porque já ando para arranjar isto há 2 anos e ainda nada.

- Ser menos preguiçoso
No entanto ser tão conformado como sou. Sou uma mente gorda, que transborda banhas de lentidão e cebo de preguiça. Mas há poucas coisas que me surpreendem e por acaso consigo manter bem a calma.

Entre outros.

E como passar a passagem de ano? Devo ter notas na mão? Comer Passas? Usar roupa interior nova azul? Beijar alguém? Com o pé esquerdo no ar?
Bem, eu acho que deve ser a junção disto tudo. Estejam ao pé coxinho, com os fresquíssimos e suaves boxer azuis que vos ofereceram no Natal, enquanto com uma mão seguram um molho de notas (do monopólio porque isto anda mal) e com a outra se apoiam na pessoa em que estão a beijar enquanto comem umas deliciosas passas, e gritam a contagem decrescente. E porque não, usem uma ferradura, um colar de pata de coelho, espalhem sal à vossa volta, enfeitem a sala com candelabros de prata.

E se estiverem numa festa na praia ou noutro sitío qualquer? o da praia só não podem ter os candelabros, porque sal há em abundância. Noutros locais acho que vão ter um ano um pouco azarado, se se ficarem só pelo beijo e com sorte passas (ou tremoços?!?) e com o pé esquerdo no ar, com uma coreografia maluca e com uns provavelmente já sujos boxers azuis. Há e muita bebida. Isso faz-vos pensar que têm tudo o que deviam ter e assim a sorte vem à mesma porque é psicológica?!? Fixe Boca aberta

De qualquer das maneiras, estejam onde estiverem, divirtam-se e dêem-se por contentes por eu não estar aí, pois logo em Janeiro já vos vou dar que falar.
As últimas beijocas deste ano, que até foi bastante catita com um travo de sensualidade. May the Force be with You, cuz it certainly is with me.

terça-feira, dezembro 23, 2008

Na rua tal.

"As pessoas ficam loucas"

É o abandono de não se abandonarem. (A quem?) - fuuuu Maravilhosa metáfora de presentes.

sexta-feira, novembro 28, 2008

Pingo Doce:

"- Pizza com mozzarella de búfala, só se estiver menstruada."
Carlos

terça-feira, novembro 25, 2008

Citação

"Os sem-abrigo às vezes imitam Deus" (Jesus)
de John Mary

domingo, novembro 23, 2008

Festas

Festas. Fico sempre deprimida nas festas. A animação à minha volta e os medos dentro de mim. Música, gritos, pessoas, risos, guinchos, jogos, confusão, confusão, correria, música, risos, pessoas. E eu sozinha, mais do que nunca, apenas com as minhas cismas e anseios. Toda a gente à minha volta e eu com medo da solidão, do fracasso, da mediocridade, da vida, da morte. Do fim.

Festas. Há sempre uma altura, depois das surpresas, dos cozinhados, dos preparativos, das expectativas, quando deixo de ter coisas a fazer e a correria acaba, em que eu deixo de ter um lugar ali. Risos e eu parada, jogos e eu num sorriso amarelo, piadas e eu a vaguear sem ouvir. E vou de um lado ao outro da sala, de um lado ao outro da casa, à procura de algo errado a precisar de arranjo, de alguém a precisar de ajuda. Sento-me e observo. Levanto-me e percorro a sala. Até que me isolo num canto, parada. Até que saio e fico à porta. A festa lá dentro e eu no corredor frio. A festa lá dentro e eu cá fora, lugar que me pertence e a que eu pertenço muito mais do que àquela multidão. E eu cá fora, a ouvir a música através da porta fechada, a ouvir os gritos e os risos e as notas e os moches e a música, tudo longe, no mundo. E eu com medo que o tempo passe e eu me esqueça, com medo do simples passar do tempo e eu sem o conseguir agarrar. E eu com medo que tudo arda e expluda.

O natal é a maior das festas e a razão dos meus medos.

quinta-feira, novembro 20, 2008

Mapas da Realidade?

Enquanto adolescentes, felizmente descobri que nem todos, é bom haver diversidade, queremos queimar os mapas dos nossos avós, muitas vezes os dos nossos pais, dos professores e todos os mapas que, de qualquer forma, nos mantenham contidos num espaço mais pequeno que o Universo. O problema é que queimar um mapa é acrescentar uma rua no nosso GPS mental.

Quando renegamos um mapa criamos outro, numa sequência de espelhos que se reflectem para o infinito.

O que é um mapa da realidade? Ah!

Talvez a cultura se encaixe nisso. Mas eu penso que tem tudo a ver com preconceitos, ideias em forma de naprons, cães de loiça, bibelôs ou canadianas.
Parece que também lhe metem a literatura, o cinema, talvez a ciência e o particular pelo todo. Parece que é feito de metáforas que fazem do oceano mental algo com profundidade suficiente para afogar uma pessoa que não saiba nadar.

Que há de complicado com a realidade?

Não sabemos é o que havemos de fazer connosco.

Mapas para jantar, mapas para rir, mapas para respirar, para falar, para amar, para nascer, para morrer, para cagar, pessoas-mapa.

E no fundo escapa-se-nos a transcendencia da existência. Ficamos só com um nó na cabeça, que nem sequer é o da forca, não serve completamente para nada (mesmo que servisse não o conseguiríamos enfiar no pescoço).
Tomamos o particular pelo todo, a metáfora pelo que existe, a clorofila pelo verde. Mas a vida é feita das coisas que são. Podemos trocar a verdade por teorias corroboradas, mas a realidade faz-se da intuição.

De meu nem o nome, nem os ódios, nem os anéis de divórcio, nem esta constipação emocional-intelectual-casual. constipação dos Movimentos. Esta falta de sono constante. Este nojo. Este ódio (mais pequeno que todos os outros).

Os mapas são de papel e mesmo os GPS têm de reajir com o Oxigénio de qualquer maneira, pelo menos reagem com o tempo.

Pedia desculpa, até pedia. Mas isto é o Krudélia.

Preciso de ajuda pois no fundo sei que não entendo nada de mapas da realidade, qualquer colaboração de qualquer forma será bem-vinda.

quarta-feira, novembro 05, 2008

Venerem-me

Administrar, é como um fogo que arde sem se ver
É uma mão invisível que modera e consente
É um poder absorvente
Como um deus omnipontente.

O Administrador é um moderador
Modera tão completamente
Que chega a moderar os posts
Que ele criou anteriormente.

E os que lêem o que modera,
Na alteração sentem bem,
Não o que tinham escrito,
Mas aquilo que foi mudado também.

E assim nas calhas do blog
Gira para impedir o desacato
Essa mão do administrador
Que se chama Sir Viriato.