quarta-feira, março 10, 2010

Frio.

Já mal respiro.
Já não respiro.
As mãos?, frias.

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segunda-feira, março 08, 2010

12 anos

E sinto-me como aqueles jovens dos filmes que de repente crescem e já não querem saber dos brinquedos de quando eram crianças. E renegam tudo. E magoa porque não é verdade.

Parece que a vejo nas sombras.

E conto o tempo com na sua ausência.

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sexta-feira, março 05, 2010

"distorce o som e abafa o canto de derrota
em que o cantor fala da tragédia do sonho e do prazer
mas sem dizer
que a historia é toda verdadeira e voltará a acontecer
se ela quiser viver recordações
com a voz tremida gritou"

Feromona, A balada do encore

sexta-feira, fevereiro 05, 2010

Last Night

É leve. Coisas que se dizem sem pensar, que se perdoam sem se dar muita atenção. Que se dizem porque sabemos que podemos. Como uma embriaguez. Embriagados pelas poucas horas de sono e por uma vontade de... E parece fazer tudo muito sentido. Até que a manhã chega e nos lembramos. Lembra-mo-nos que já não podemos dizer coisas porque é manhã. E há que continuar a agir como se não importasse. E talvez não importe. É um jogo em que testamos os limites.

Quero saber quem é o primeiro a recuar.
Até onde podes ir?


Mas tudo isto é chato. E amanhã?... amanhã isto não vai chegar.
Bem, arrisco. Amanhã logo se vê.
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quarta-feira, fevereiro 03, 2010


As mesmas notas.

Bater com os joelhos no chão.
Chão? Disse chão? Não havia chão. Só cair.
Aliás, nem saiu do mesmo sítio.
Apenas ficou ali,
Parado,
Como se caísse.
Palavras. Muitas palavras.
A ecoar nos seus ouvidos e no sítio onde se pensa e se entende as coisas.
E ele fingia que não ouvia.

Que não entendia.
Que não pensava.

quarta-feira, janeiro 13, 2010

Cornerstone

«I thought I saw you in the Battleship
But it was only a look-a-like
She was nothing but a vision trick
Under the warning light
She was close, close enough to be your ghost
But my chances turned to toast when I asked her if I could call her your name

I thought I saw you in the Rusty Hook
Huddled up in a wicker chair
I wandered over for a closer look
And kissed whoever was sitting there
She was close and she held me very tightly
Until I asked awfully politely: "Please, can I call you her name?"

I elongated my lift home
Yeah, I let him go the long way round
I smelt your scent on the seatbelt
And kept my shortcuts to myself

I thought I saw you in the Parrot's Beak
Messing with the smoke alarm
It was too loud for me to hear her speak
And she had a broken arm
It was close, so close that the walls were wet
And she wrote it out in letraset: "No, you can't call me her name"

Tell me where's your hiding place
I'm worried I'll forget your face
And I've asked everyone
I'm beginning to think I imagined you all along

I elongated my lift home
Yeah I let him go the long way round
I smelt your scent on the seatbelt
And kept my shortcuts to myself

I saw your sister in the Cornerstone
On the phone to the middle man
When I saw that she was on her own
I thought she might understand
She was close, well you couldn't get much closer
She said "I'm really not supposed to, but yes,
You can call me anything you want"»


Arctic Monkeys

quarta-feira, dezembro 16, 2009

Coisas de Gritar

Uma frase citada num livro.

Um teste de uma antiga colega na mesa do escritório.

Um vestigio da passagem de um miúdo: assinatura no livro de visitas.

Encontro de ideias impossíveis que trepam para sair da boca:

"O paternalismo (estatal, médico, técnico, religioso, etc) oferece-se constantemente para libertar de si próprios os sujeitos cansados de se exercerem como tal.

(...)

Como nem tudo o que pode tecnicamente ser feito deve ser irremediavelmente feito, seria bom colaborar o mais possível na reinvenção dessa virtude aristotélica que se adequa à natureza trágica da peripécia humana: a prudência."(Fernando Savater, O Conteúdo da Felicidade)

(e contudo têm uma caligrafia tão serena)